Enfermeira de São Bernardo é a 6ª vítima de feminicídio no Grande ABC em 2026

Texto: Priscila Fernandes

Crime ocorreu dentro da residência da vítima e provocou comoção entre moradores; autor era ex-marido e tirou a própria vida após o ataque

A morte da enfermeira Elane Amorim Pacheco Santana, de 39 anos, vítima de feminicídio em São Bernardo do Campo, provocou forte comoção entre moradores do bairro Jardim João de Barro e reacendeu o alerta sobre a violência contra a mulher na região.

O crime ocorreu na noite do último domingo (12), dentro da casa onde a vítima morava. De acordo com informações policiais, Elane foi atacada com golpes de faca pelo ex-marido, o eletricista Florisvaldo Francisco de Santana, de 38 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, apesar de já terem iniciado o processo de separação, os dois ainda residiam no mesmo imóvel. A vítima chegou a ser socorrida com ferimentos graves no tórax, pescoço e costas, mas não resistiu.

O crime aconteceu na presença do filho do casal, de 13 anos, que tentou intervir para defender a mãe e acabou ferido na mão. Após o ataque, o agressor tirou a própria vida.

Moradores da região relataram surpresa com o caso, destacando que a família não apresentava histórico aparente de conflitos. O episódio gerou mobilização na vizinhança e manifestações contra a violência de gênero, com mensagens de protesto registradas na fachada da residência onde ocorreu o crime.

O velório da enfermeira foi realizado com a presença de familiares e amigos, em meio a um clima de forte comoção.

Sexto caso na região em 2026

Com a morte de Elane, o Grande ABC chega ao sexto caso de feminicídio registrado apenas neste ano. Outras cinco mulheres já haviam sido vítimas desse tipo de crime na região, incluindo ocorrências em São Bernardo, Santo André e Diadema.

Os casos, em sua maioria, envolvem suspeitos com vínculo direto com as vítimas, como companheiros ou ex-companheiros, o que reforça o padrão recorrente desse tipo de violência.

Diante do novo registro, autoridades e especialistas voltam a destacar a importância de políticas públicas de proteção às mulheres e de mecanismos de denúncia para prevenir casos de violência doméstica.

Creditos: Diário do Grande ABC

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