Setembro Amarelo: Mês de conscientização e combate ao suicídio
Texto: Julia Peres
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo anualmente. No entanto, há uma possibilidade de haver números ainda maiores neste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus e de todas as questões relacionadas ao isolamento social.

Foi registrado durante a pandemia um número muito maior de tentativas de suicídio. Especialistas afirmam que o excesso de estresse, com preocupação financeira e até mesmo o medo de contrair o vírus, podem ser gatilhos para algo mais grave nessas pessoas. As emergências para essa ocorrência têm acontecido com mais frequência nos últimos meses.
Para as pessoas que já possuem diagnóstico de algum transtorno psicológico, viver diante das incertezas afeta o tratamento diário. Isso pode engatilhar mais picos de ansiedade, variações de humor e até cobranças pessoais por produtividade.
Em meio às dificuldades que o ano tem trazido a todos os brasileiros, chegamos ao mês do Setembro Amarelo, mês de conscientização contra o suicídio. A iniciativa começou em 2015, por meio do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que em análise, perceberam que, no Brasil, 34 pessoas tentam ou conseguem tirar a própria vida diariamente. Para se ter uma ideia, o número de suicídios é maior do que as mortes causadas pela AIDS.
No Brasil, o suicídio é um problema de Saúde Pública, afinal, existem tratamentos para esses pacientes. O que acontece é que na maioria dos casos essas pessoas buscam ajuda após a doença atingir um estágio avançado em seu organismo. Em casos de crianças e adolescentes, alguns familiares não notam o que está acontecendo, muitas vezes por falta de informação.
Por isso a importância da campanha do Setembro Amarelo, que traz informações e discussões sobre o assunto. O suicídio existe e é uma doença que tem tratamento. Para cada pessoa será de uma forma diferente.
Algumas das novas medidas para o combate ao suicídio é o Disque 188, do próprio Centro de Valorização da Vida (CVV). O número tem como foco atender pessoas que estão sofrendo ataque de pânico, ansiedade ou depressão. Ele fica à disposição para que o paciente converse com alguém e evitar que o pior possa acontecer. Também é possível receber o atendimento online, através do link www.cvv.org.br.
Então se alguém próximo de você apresentar sintomas, como falta de ânimo, crises de choro, falar sobre não querer existir, poucas horas de sono, entre outros, converse com ela, escute o que tem a dizer e oriente que ela busque algum profissional. Deixe claro que ela não está sozinha.
Sabemos que são tempos difíceis e caso você esteja passando por isso, procure a ajuda profissional.
LEIA MAIS:
Dia do Psicólogo: a importância desses profissionais em meio à pandemia
Entenda o que é o Dia Internacional da Igualdade Feminina, celebrado nesta quarta-feira (26)
Uma a cada cinco denúncias de violência doméstica são feitas pela internet em SP
