Nordestinas que entraram para a história

Texto: Amanda Ventorin

Começou, nesse dia 2 de agosto, a Semana da Cultura Nordestina. Para comemorar a alegria, costumes e história da região, separamos sete mulheres nordestinas que entraram para a história do Brasil por seu pioneirismo nas atividades e pela luta dos direitos das mulheres.  

Madalena Caramuru

Filha de português com uma indígena, Madalena Caramuru nasceu na Bahia, sem registro de data de nascimento. Casou-se em 1534 com um português, que a alfabetizou.

Assim que aprendeu a ler e escrever, redigiu uma carta ao jesuíta Manuel da Nóbrega, pedindo que as mulheres tivessem o direito à educação e pelo fim dos maus tratos às crianças indígenas. Seu pedido não foi atendido, mas Madalena Caramuru leva o título de primeira mulher brasileira alfabetizada.

Esperança Garcia

Nascida no Piauí, Esperança Garcia, ao ser escravizada em 1770, escreveu uma carta, junto a uma petição ao governador do Estado, denunciando a violência sofrida e pedindo justiça.

Após 250 anos do ato de extrema coragem, a mulher foi reconhecida pelo Conselho do Piauí da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) como a primeira advogada do Piauí.

Maria Firmina dos Reis

Professora nascida em São Luís do Maranhão, em 1825, Maria Firmina foi a primeira romancista brasileira, sendo autora de livros como “Úrsula” e “A Escrava”, que critica fortemente a escravidão que havia no país na época.

Em 1880, fundou uma escola no estado que educava meninos e meninas de forma igualitária e gratuita.

Maria Bonita

Conhecida como “Rainha do Cangaço”, Maria Bonita nasceu em 1911, na Bahia. Companheira de Lampião, foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Morreu em 1938, após o bando ser atacado pela polícia.

Marinês

Considerada a rainha do Xaxado, Inês Caetano de Oliveira nasceu em 1935. Conhecida pelo seu nome artístico, Marinês, ela é considerada a principal voz do universo musical nordestino. A música de sua autoria “Bate Coração” foi regravada por Elba Ramalho, importante cantora nordestina, e alavancou sua carreira nos anos 80.

Rachel de Queiroz

Nascida em 1910, Rachel Queiroz foi tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e dramaturga brasileira. Uma pioneira na literatura nacional, sendo a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras, em 1977, e a primeira mulher a receber o prêmio Camões, o mais importante da Língua Portuguesa, em 1993.

Também foi um grande nome durante a Ditadura Militar no país. Integrou o Conselho Nacional de Cultura e o direito Nacional da Arena, partido que sustentou o regime.

Marta

Considerada a melhor jogadora de futebol da história, Marta nasceu em Alagoas no ano de 1986. Ganhou o prêmio de Melhor do Mundo pela FIFA de 2006 a 2011. É a maior artilheira da Seleção Brasileira, além de ter superado o número de gols de Pelé com a camisa amarelinha.  Em seu legado estão várias medalhas, incluindo ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008 e o segundo lugar no Mundial de 2007.

Chamada de “mulher-macho” pelas ruas de sua cidade quando era criança, Marta hoje é Embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas (ONU), atuando no combate à pobreza e pela emancipação feminina.

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