A força feminina nos negócios

Texto: Isto é Dinheiro
A História da humanidade, em todas suas diferentes naturezas e períodos, carrega na relação com a mulher algumas de suas maiores injustiças e contradições. Ainda que grandes líderes como Margareth Thatcher e Michele Obama, mostrem importância da mulher na construção da história do mundo, a força feminina chegou ao século XXI ainda diante de grandes obstáculos. Prova disso é que as mulheres recebem, em média 20% menos que homens em igual posto,e hoje 58% das empresas de capital aberto não possuem nenhuma mulher no conselho de administração. Cada vez mais preparadas para ganhar espaço na economia, mulheres de cores, raças e sonhos distintos se mostram aptas a quebrar paradigmas e sair da condição de coadjuvante para protagonizar a própria jornada.
“A globalização e a digitalização ajudam muito a construção de uma imagem real do que é ser mulher em situações de liderança”, afirma Maryl Sanders, professora de história clássica da Coastal Carolina University, dos Estados Unidos. De acordo com a acadêmica, desde que o mundo é mundo, o ideal feminino foi criado por homens. “Ainda que grandes mulheres tenham existido, os registros não acompanham a grandiosidade e a importância delas”, destaca Maryl.
Mesmo com a deficitária história de mulheres nos registros dos tempos, seus legados são atemporais. Exemplo disso é a própria tecnologia – que hoje serve para que mais mulheres se vejam umas nas outras –e que teve seu embrião gerado em mentes femininas como Grace Hopper, que em 1944 programou o primeiro computador digital de larga escala, ou Irmã Mary Kenneth Keller,que em 1965 foi primeira mulher a ter um doutorado em computação nos EUA. O contexto, claro, era de que os homens não davam tanta atenção para aparatos tecnológicos e coube às mulheres desenvolver os primeiros projetos ligados aos algorítimos – métrica que baliza quase tudo que fazemos de modo virtual. wE é justamente pensando nessa potência feminina que o bilionário e CEO da Goldman Sachs, David Solomon, determinou que, a partir de 2021, o banco de investimentos não mais preparará a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de empresas que não tenham pelo menos uma mulher no conselho.
Seja por necessidade, por falta de espaço ou inspiração, as brasileiras seguem na luta. Ainda que os obstáculos se agigantem, elas, muitas vezes, não têm dimensão do próprio potencial.Segundo dados do Sebrae, hoje, 24 milhões de mulheres são empreendedoras em estágio inicial no País. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revelam que, no Brasil, a cada 10 empreendedores homens, 6,5 viram fazem o negócio decolar, cifra que cai para 3,9 entre mulheres. “É uma diferença de sucesso muito grande. Cabe lembrar que 44 % das mulheres empreendem por necessidade e os homens, só 32 %”, diz Alessandra Andrade, gestora do Business Hub da FAAP. “A mulher sempre acha que não sabe ou não estudou o suficiente, que não está preparada ou que não vai dar conta”, diz ela, ressaltando que um homem, tendo a metade dessa capacidade, se acharia pronto. “Isso atrasa e dificulta a jornada da mulher enquanto empreendedora”. Para além disso, Elisangêla Ribeiro, doutora em economia, faz um alerta: “É ótimo dar os parabéns a uma mulher que venceu o machismo, o sexismo e o preconceito”, diz.
O problema, segundo ela, é que isso romantiza o trabalho feminino em bases erradas. “Empreendedores em geral batalham muito, mas mulheres precisam batalhar ainda mais para chegar lá. Não há romance nisso.”
A História da humanidade, em todas suas diferentes naturezas e períodos, carrega na relação com a mulher algumas de suas maiores injustiças e contradições. Ainda que grandes líderes como Margareth Thatcher e Michele Obama, mostrem importância da mulher na construção da história do mundo, a força feminina chegou ao século XXI ainda diante de grandes obstáculos. Prova disso é que as mulheres recebem, em média 20% menos que homens em igual posto,e hoje 58% das empresas de capital aberto não possuem nenhuma mulher no conselho de administração. Cada vez mais preparadas para ganhar espaço na economia, mulheres de cores, raças e sonhos distintos se mostram aptas a quebrar paradigmas e sair da condição de coadjuvante para protagonizar a própria jornada.
“A globalização e a digitalização ajudam muito a construção de uma imagem real do que é ser mulher em situações de liderança”, afirma Maryl Sanders, professora de história clássica da Coastal Carolina University, dos Estados Unidos. De acordo com a acadêmica, desde que o mundo é mundo, o ideal feminino foi criado por homens. “Ainda que grandes mulheres tenham existido, os registros não acompanham a grandiosidade e a importância delas”, destaca Maryl.
Mesmo com a deficitária história de mulheres nos registros dos tempos, seus legados são atemporais. Exemplo disso é a própria tecnologia – que hoje serve para que mais mulheres se vejam umas nas outras –e que teve seu embrião gerado em mentes femininas como Grace Hopper, que em 1944 programou o primeiro computador digital de larga escala, ou Irmã Mary Kenneth Keller,que em 1965 foi primeira mulher a ter um doutorado em computação nos EUA. O contexto, claro, era de que os homens não davam tanta atenção para aparatos tecnológicos e coube às mulheres desenvolver os primeiros projetos ligados aos algorítimos – métrica que baliza quase tudo que fazemos de modo virtual. wE é justamente pensando nessa potência feminina que o bilionário e CEO da Goldman Sachs, David Solomon, determinou que, a partir de 2021, o banco de investimentos não mais preparará a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de empresas que não tenham pelo menos uma mulher no conselho.
Seja por necessidade, por falta de espaço ou inspiração, as brasileiras seguem na luta. Ainda que os obstáculos se agigantem, elas, muitas vezes, não têm dimensão do próprio potencial.Segundo dados do Sebrae, hoje, 24 milhões de mulheres são empreendedoras em estágio inicial no País. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revelam que, no Brasil, a cada 10 empreendedores homens, 6,5 viram fazem o negócio decolar, cifra que cai para 3,9 entre mulheres. “É uma diferença de sucesso muito grande. Cabe lembrar que 44 % das mulheres empreendem por necessidade e os homens, só 32 %”, diz Alessandra Andrade, gestora do Business Hub da FAAP. “A mulher sempre acha que não sabe ou não estudou o suficiente, que não está preparada ou que não vai dar conta”, diz ela, ressaltando que um homem, tendo a metade dessa capacidade, se acharia pronto. “Isso atrasa e dificulta a jornada da mulher enquanto empreendedora”. Para além disso, Elisangêla Ribeiro, doutora em economia, faz um alerta: “É ótimo dar os parabéns a uma mulher que venceu o machismo, o sexismo e o preconceito”, diz.
O problema, segundo ela, é que isso romantiza o trabalho feminino em bases erradas. “Empreendedores em geral batalham muito, mas mulheres precisam batalhar ainda mais para chegar lá. Não há romance nisso.”
