Marcha das Mulheres reúne milhares nos EUA em ano de eleição presidencial

Texto: G1
Milhares de pessoas foram às ruas em diversas partes dos Estados Unidos neste sábado (18) para a quarta edição da Marcha das Mulheres — manifestação anual que ocorre no país desde o dia seguinte à posse do atual presidente norte-americano, Donald Trump, em janeiro de 2017.
Protestos nos EUA: mulheres marcham contra Trump e desigualdades de gênero
As manifestantes apresentaram temas como mudanças climáticas, igualdade salarial, direitos reprodutivos e imigração. A Marcha das Mulheres deste sábado é a última antes da eleição para presidente dos EUA, que ocorre em novembro. Trump, principal alvo dos primeiros protestos, tentará reeleição.
Em Washington, cidade que mais concentra manifestantes, um grupo pedia a saída de Trump da Presidência. O republicano sofreu impeachment na Câmara e aguarda o desfecho do processo no Senado, cujo julgamento foi aberto oficialmente na quinta-feira — porém, o partido do presidente detém maioria entre os senadores, o que torna difícil uma destituição.
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‘Fora Trump’: manifestantes pedem saída de Donald Trump da Presidência durante Marcha das Mulheres de 2020 em Washington, neste sábado (18) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo
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Resista, persista, remova o narcisista’: manifestantes protestam contra Trump na Marcha das Mulheres em Washington neste sábado (18) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo
De acordo com a agência Associated Press, os protestos em Washington reuniram bem menos pessoas do que no ano passado, quando 100 mil marcharam próximo à Casa Branca. O tema imigração apareceu entre os mais citados pelas manifestantes.
“Eu dou aula a vários alunos imigrantes, e em tempos como este na política eu quero ter certeza de que estou usando minha voz para falar por eles”, disse a professora Rochelle McGurn, 30 anos, à agência AP.
‘Mudança necessária’
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‘A fim de derrubar sistemas de opressão’: manifestante segura cartaz em Marcha das Mulheres neste sábado (18) em frente ao Trump Hotel, de propriedade do presidente norte-americano, em Chicago — Foto: Max Herman/Reuters
Em Denver, no estado norte-americano do Colorado, organizadores substituíram da Marcha das Mulheres substituíram a passeata por uma série de reuniões em organizações ativistas. Já em Nova York, o evento ocorreu perto da Times Square, em Manhattan.
“Hoje, vamos ser a mudança que é necessária neste mundo! Vamos nos levantar para o poder”, gritou a ativista Donna Hill na Foley Square.
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Marcha das Mulheres em Chicago, nos EUA, concentrou-se em frente ao Trump Hotel neste sábado (18) — Foto: Max Herman/AP Photo
Manifestantes também criticaram a condução do governo Trump a respeito das mudanças climáticas. Além disso, algumas delas citaram as declarações do presidente sobre a ativista sueca Greta Thunberg — o norte-americano afirmou em dezembro que a jovem “precisa trabalhar seu problema de raiva”.
“Olhe só o que ele está fazendo com Greta Thunberg. Ele é o maior encrenqueiro do mundo”, disse a ativista Peta Madry, de 70 anos, durante protesto em Washington.
