A reinvenção da Barbie para os novos tempos está funcionando?

Texto: BBC News Brasil

Durante sua infância na Califórnia na década de 70, a Barbie favorita de Lisa McKnight era a do modelo Malibu, a boneca de 1971 que consolidou a imagem da Barbie de pernas longas e cabelos loiros.

Agora, como vice-presidente sênior da marca, McKnight lidera um movimento para deixar para trás essa imagem.

Um dos primeiros alvos foram os saltos: uma Barbie com sandálias rasteiras foram lançadas em 2015. Desde então, a Mattel, dona da marca, inundou o mercado com novos modelos, acrescentando mais de 100 tipos de corpo, tons de pele, texturas de cabelo, formas faciais e cores dos olhos.

A empresa expandiu também sua linha de carreiras, como uma boneca juíza e outra astrofísica. Houve ainda o lançamento de bonecas homenageando personalidades mulheres, como a ativista Rosa Parks, a boxeadora Nicola Adams e a esgrimista Ibtihaj Muhammad. O boneco Ken também passou por atualizações.

Em 2019, na comemoração dos 60 anos da Barbie, ficou evidente a tentativa de mostrar uma evolução da boneca — saindo do modelo de uma mulher cheia de curvas e que reclamava das difíceis aulas de matemática para um ícone antenado do século 21, por exemplo no apoio ao casamento não heterossexual.

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