‘Adoráveis Mulheres’: Greta Gerwig mescla clássico e moderno em um delicado manifesto feminista

Texto: HuffPost

Como fazer uma versão para o cinema de um livro clássico depois que outras sete já foram feitas antes e seu filme ainda soar novo? Pode parecer uma tarefa das mais complicadas, mas que a cineasta e atriz Greta Gerwig tirou de letra em Adoráveis Mulheres — que estreia no circuito brasileiro nesta quinta (9).

A fórmula do sucesso que consegue mesclar o clássico e o moderno de uma forma tão natural não é tão simples de se explicar, mas o grande segredo, porém, não tem nada de mirabolante. Gerwig simplesmente pegou Mulherzinhas, escrito por Louisa M. Alcott em 1868, e deu a sua visão pessoal sobre a obra.

A parte complicada é se equilibrar no fio da navalha entre como você vê a história e o respeito a um texto cultuado há mais de dois séculos por leitores de todo o mundo. A solução? Gerwig utilizou um artifício que virou moda no cinema americano da década de 1990. Pegou uma história contada de forma linear e a transformou em uma narrativa não linear.

A trama, que se passa em plena Guerra Civil americana (1861-1865), conta a história das irmãs March. Jo (Saoirse Ronan), Meg (Emma Watson), Amy (Florence Pugh) e Beth (Eliza Scanlen) passam pelo processo da adolescência para a vida adulta tendo de se virar sozinhas com sua mãe Marmee (Laura Dern), pois seu pai (Bob Odenkirk) foi lutar no front.

Meg quer entrar na alta sociedade local, enquanto Jo não quer saber de nada disso e só pensa em ser escritora. Já Amy, que pensa ser uma artista talentosa, quer mesmo é arranjar um marido rico e Beth quer se dedicar a música. Mas a chegada do jovem Laurie (Timothée Chalamet) à casa de seu avô, o rico Sr. Laurence (Chris Cooper), vizinha a modesta moradia da família March, vai mexer com o destino das quatro moças.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x