Márcia Morando completa 11 meses à frente do FSS vencendo obstáculos em meio à reta final de pandemia

À frente do FSS, empresária são-bernardense tem sua primeira experiência em cargo público

Texto: Gabriel Rezende

O Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo do Campo é um dos órgãos mais importantes da prefeitura municipal, principalmente nesses últimos anos, quando o Brasil se afundou em uma grave crise financeira e, posteriormente, golpeado pela pandemia de Covid-19, que já levou mais de 610 mil brasileiros a óbito.
O órgão é responsável pela realização de projetos para a melhoria da qualidade de vida da população carente do município. Além disso, está em constante contato com entidades beneficentes que, muitas vezes, dependem do auxílio do Poder Público para se manter.
Para comandar a instituição em seu segundo mandato, o prefeito Orlando Morando escolheu sua irmã, Márcia Morando, que trabalha de forma voluntária, ou seja, não recebe salários à frente do FSS. Cabe ressaltar que no primeiro mandato do prefeito, o órgão teve duas presidentes, Carla Morando e Greici Picolo Morselli.

Trajetória:
Filha de Orlando e Catarina, Márcia Morando é natural de São Bernardo do Campo e cresceu ao lado os irmãos Deiner e Orlando Jr. (o prefeito da cidade), aprendendo desde cedo a cuidar dos negócios da família. Se tornou empresária e responsável pela rede de supermercados Morando, bagagem que certamente acrescentam nas tarefas à frente do fundo. Além disso, é mãe de dois filhos, Nicolas e Flávia.
Em entrevista à Folha do ABC, em fevereiro deste ano, Márcia explicou como surgiu o convite para assumir o cargo e a relação com o prefeito da cidade e seu irmão, Orlando Morando.
“A ligação ao prefeito agrega de forma positiva às demandas da instituição. O Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo trabalha exclusivamente com doações, que são angariadas junto às empresas e toda a sociedade civil por meio de campanhas de arrecadação.
A presidente ainda explicou que manteve a equipe da última gestão do fundo (2017-2020). “Minha chegada agrega a esta grande corrente do bem, cujo trabalho transparente e bem planejado, possibilitou no auxílio às demandas trazidas pelas entidades do terceiro setor”, complementou.

Um dos grandes desafios da prefeitura de São Bernardo e de todo o resto do mundo nos últimos 20 meses foi enfrentar a pandemia de Covid-19 e suas consequências. Para amenizar um dos grandes efeitos da crise, que é a fome, o Fundo Social de Solidariedade criou a Central de Doações, ainda em março do ano passado.
Com Márcia Morando à frente do programa, a Central passou a arrecadar alimentos nos postos de vacinação contra a Covid-19. Todos os munícipes que buscam a imunização podem doar 1kg de alimento não perecível, como arroz, feijão, café, entre outros. Os itens são revertidos para o Banco de Alimentos da cidade.
A iniciativa potencializou a Central de Doações, que em junho deste ano, chegou a marca de 1.000 toneladas de alimentos arrecadados, se consolidando como a maior campanha de arrecadação de alimentos da região. Naquela altura do ano, o projeto já havia realizado mais de 67 mil atendimentos – em setembro já havia passado de 72 mil atendimentos.
Em declaração dada em março deste ano, Márcia Morando destacou a participação das entidades e associações do município no projeto. “A participação delas foi imprescindível nesse processo. De forma voluntária, e em um momento de isolamento social, elas possibilitaram que as doações pudessem chegar nos diferentes territórios do município”, disse.
Posteriormente, a prefeitura de São Bernardo do Campo integrou o projeto de arrecadação nos postos de vacinação à ação do governo de São Paulo “Vacina Contra a Fome”, em parceria oficializada no início de junho.
Não apenas os munícipes, como também algumas empresas auxiliaram no projeto de arrecadação, como a Scania. A fabricante de caminhões entregou 1845 cestas básicas em abril. Todos os kits foram entregues para transportadores escolares e monitores, profissões bem afetadas durante a pandemia.
Vale destacar que o fundo também recebeu outras doações além dos alimentos, como produtos de higiene pessoal e roupas, para a tradicional Campanha de Inverno do município.

Outros projetos:
O Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo também lançou outras ações no decorrer do ano. Um dos grandes destaques foi o curso gratuito e online sobre empreendedorismo, “Descomplique – Primeiros Passo”, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).
Além de atividades em datas importantes, como no Dia das Crianças e no Dia Mundial do Idoso.

Jantar da Primavera:
A iniciativa mais recente do FSS foi a realização do 1º Jantar da Primavera, no Espaço Nova Rota, no bairro Demarchi, no dia 6 de novembro. Com o objetivo de angariar recursos para ações sociais das entidades do terceiro setor, o evento arrecadou mais de R$ 1 milhão.
De acordo com a prefeitura, o jantar recebeu 830 convidados, incluindo empresários e representantes ligados à ação social da região. O evento contou com apresentação da dupla César Menoti&Fabiano.
Além disso, grande parte do valor foi arrecadado com auxílio do leilão beneficente, incluindo camisas de futebol autografadas e um quatro do artista plástico Odamar Versolatto, arrematado por R$ 120 mil.
A presidente do fundo, Márcia Morando, ressaltou a importância das entidades sociais do município e salientou a necessidade de auxiliá-los durante o período de crise. “Estas instituições sobrevivem do trabalho junto ao público e, durante a pandemia, ficaram sem poder realizar bazares e demais eventos que as ajudam a se manter. Não podemos ficar de braços cruzados e não fazer a nossa parte, sobretudo neste momento tão difícil”, declarou.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x