Mês de dezembro mostra que o feminicídio no Brasil continua crescendo

Viviane Vieira do Amaral Arronenzi

No último mês de 2020, o país registrou casos brutais de mulheres assassinadas

Texto: Gabriel Rezende

Na véspera do Natal, o Brasil presenciou mais um caso brutal de feminicídio. A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, foi morta pelo ex-marido com 16 facadas, na frente dos filhos. O caso aconteceu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ex-marido foi indiciado por homicídio quintuplamente qualificado e está preso.

Porém, Viviane não é uma exceção, poucos dias antes, a polícia prendeu Rafael Santos Bellarmino, acusado de espancar a esposa, Dociene Lorraine dos Reis, até a morte, também na frente dos filhos, na Baixada Fluminense.

Viviane e Dociene, juntas, se unem a um incontável número de mulheres assassinadas todos os anos. Além disso, elas também mostram um preocupante indicativo, já que, de acordo com o Raio X do feminicídio em São Paulo, um estudo feito pelo Ministério Público de São Paulo, 70% das vítimas de feminicídio, são mortas pelo marido, sendo que 66% são nas casas das vítimas, como ocorreu nos dois casos.

Além disso, os motivos dos crimes são parecidos, 45% dos casos ocorrem por separação recente. Nenhuma das tinha alguma medida protetiva, a juíza chegou a andar um período com escolta, mas pediu que a proteção fosse retirada. 97% das mulheres não possuem medida protetiva.

Com a pandemia do Covid-19, e a necessidade do isolamento social, os casos de agressões domésticas e feminicídios também cresceram. Só em São Paulo, entre os meses de março e abril de 2020, os casos de feminicídio aumentaram 41,4%. No primeiro semestre de 2020, os casos cresceram 1,9% no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com a ONU, o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres, em um ranking com 83 países. A cada um minuto, duas mulheres são espancadas, e a cada oito minutos, uma mulher é espancada.

Em caso de qualquer violência, procure uma delegacia da mulher. Além disso, o número 180 funciona todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados, para fazer qualquer denúncia. E o número 190 para acionar a polícia.

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