A cardio-oncologia é um setor que precisa de atenção.

Uma área que vem crescendo e evoluindo para os pacientes terem mais acesso

   Texto de : Julia Peres 

Durante um mês tão importante como o outubro rose, informação é sempre necessária, por isso tivemos um bate papo super importante com a cardiologista Rica Buchler, que é forma pela Faculdade de Medicina do ABC.

Ela fala sobre como os tratamentos para as mulheres que possuem câncer de mama pode afetar área cardíaca e conscientizar também sobre o acompanhamento necessário com seu cardiologista.

O que é o setor da cardio-oncologia?

A cardio-oncologia contempla a prevenção e tratamento de doenças cardiológicas em pacientes que estão em tratamento ou que se trataram de câncer. Os fatores de risco para doenças cardíacas como diabetes, hipertensão, hipercolesterolêmica, obesidade e sedentarismo são potencializados pelo câncer e por seu tratamento.

Em um mês como o outubro rosa, como conscientizar também essas mulheres da importância do acompanhamento cardiológico? 

No mês em que lembramos do câncer de mama e estimulamos as mulheres ao autoexame e para realização de mamografias, é importante o acompanhamento cardiológico dos fatores de risco para infarto e AVC que emergem, geralmente, na menopausa, fase da vida em que o câncer de mama é mais prevalente.

Como exatamente o tratamento de quimioterapia ou radioterapia podem afetar a área do coração?

Algumas drogas quimioterápicas são cardiotóxicas, ou seja, podem deteriorar o funcionamento do músculo cardíaco em vários graus. É necessário o acompanhamento com cardiologista que solicitará exames, como ecocardiograma para acompanhamento evolutivo. Já a radioterapia especialmente da mama esquerda pode levar ao estreitamento de artérias coronárias, constituindo um fator de risco adicional para infarto do miocárdio.

Sabemos que existem pesquisas de tratamentos alternativos para que não haja tantos efeitos, o que você acha dessas pesquisas e tratamentos?

            Deve-se tomar muito cuidado em tratamentos alternativos. Os tratamentos para o câncer devem ser baseados em estudos clínicos robustos e reconhecidos. É um risco adotar tratamentos não comprovados.

Quais seriam os exames cardiológicos de rotina recomendados para quem faz tratamento contra o câncer?

            Além da consulta clínica com cardiologista, exames como: eletrocardiograma de repouso, cocardiograma e provas detectoras de isquemia como teste ergométrico associado ou não à medicina nuclear, sempre em decisão conjunta com oncologista para provas que envolvem esforço. Também devem ser realizadas dosagens de glicemia, lípides e funções hepática e renal. É importante estimular a atividade física, quando possível, para minimizar efeitos deletérios do sedentarismo, hipertensão e aumento de peso.

A Dr atua a 38 anos na área de cardiologia, atualmente sua clínica fica na Vila Mariana em São Paulo. É sempre importante lembrar que qualquer acompanhamento clinico deve ser em conjunto com seu oncologista, para que o tratamento e o acompanhamento possam ser realizados da melhor forma.

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