Mitos e Verdades sobre a Amamentação

Texto: Amanda Ventorin

No mês do aleitamento materno, para ajudar a esclarecer a amamentação, o caderno Saúde apresenta respostas às principais dúvidas sobre o assunto.

1 – Faz bem para a saúde do bebê.

Verdade. O leite materno, por ser rico em água, proteínas e sais minerais, contém todos os nutrientes que o bebê precisa consumir até o sexto mês de vida. Ele ainda ajuda a desenvolver o sistema imunológico da criança e é o recurso mais eficiente para protegê-la de alergias e infecções nos primeiros meses. Além disso, o ato de sugar faz toda a musculatura facial trabalhar, facilitando o desenvolvimento correto da arcada dentária. Já está comprovado que crianças que mamam regularmente até os seis meses falam, respiram e mastigam melhor que as demais, além de sofrerem menos com cólicas e de seu intestino funcionar de forma mais regular.

2 – Estresse e nervosismo atrapalham a produção de leite.

Verdade. Mães que estão se sentindo nervosas ou tensas, produzem uma quantidade anormal de adrenalina, que bloqueia a oxitocina, um dos hormônios que influenciam na amamentação. Por isso, elas podem vir a produzir leite em quantidade insuficiente. Nesse caso, vale a pena consultar o pediatra sobre a possibilidade de usar complementação.

3 – Amamentar dói.

Depende. Isso varia conforme a sensibilidade da mulher, mas grande parte não sente nada. Nos primeiros dias, é comum a mama ficar inchada, o que deixa a região dolorida. Fora esse período, normalmente a mulher não sente dor. Caso haja incômodo nos seios, é bom procurar orientação profissional pois provavelmente o bebê não está mamando de maneira correta, o que deve ser corrigido para acabar com a dor.”

4 – É um excelente anticoncepcional.

Depende. A amamentação aumenta a produção de prolactina, hormônio que inibe a ovulação. Mas vale uma ressalva: o efeito anticoncepcional só vale quando o bebê mama regularmente sempre a cada duas ou três horas, todos os dias. Quando a criança começa a espaçar os horários, a mãe precisa voltar a tomar anticoncepcionais.

5 – Silicone atrapalha a amamentação.

Mito. Nem implante de silicone nem mamoplastia comprometem a produção de leite ou costumam interferir na amamentação. Mesmo assim é bom avisar ao cirurgião plástico, antes da cirurgia, que você ainda pretende ter filhos. Assim, ele pode escolher a técnica de colocação dos implantes que afete menos a amamentação. Também é bom alertar o pediatra sobre a cirurgia, assim ele pode ter tomado redobrado com a monitoração do peso do bebê.

6 – Acelera a perda de peso da mãe.

Verdade.  Por gastar cerca de 700 calorias todos os dias para produzir leite, a mãe que amamenta de maneira exclusiva volta mais rapidamente ao seu peso normal, mas é importante manter uma dieta balanceada. A mãe ainda tem menos risco de hemorragia pós-parto e sofre menos com cólicas, já que, durante a amamentação, o útero se contrai e vai voltando ao normal.”

7 – É preciso revezar os dois seios para amamentar.

Mito. O ideal é que a mãe não interrompa e deixe o bebê mamar à vontade no primeiro seio. Isso é importante porque somente depois de alguns minutos o bebê consegue atingir o leite posterior, uma porção rica em açúcar e gordura que ajuda a criança a se saciar mais rápido e a ganhar peso. Se ele não chega a essa parte, acaba sentindo fome mais rapidamente e tende a acordar várias vezes ao longo do dia para mamar de novo.

8 – Canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite.

Mito. Não existe relação entre a ingestão desses alimentos com a produção de leite. O que aumenta a quantidade de leite é a sucção regular da criança, portanto quanto mais ela mamar, mais leite a mãe vai produzir. Como o estado psicológico da mãe também influencia, vale a pena ficar calma e aproveitar a hora de amamentar para ouvir uma música, ler e ficar em um ambiente arejado e tranquilo.

9 – Amamentação deve ser exclusiva até os seis meses.

Verdade. O ideal é que a criança seja amamentada de maneira exclusiva até os seis e passe a mamar de maneira esporádica até os dois anos. Nesse período, deve-se intercalar a oferta de alimentos pastosos, sólidos e outros líquidos, e deixar o leite materno para períodos específicos, como só pela manhã ou antes de dormir.

10- Exige uma série de adaptações no cardápio da mãe.

Mito. A recomendação é que a mãe siga um cardápio variado, rico em verduras, legumes, frutas, cereais integrais e proteínas, evitando produtos industrializados, gorduras, açúcares, sódio e condimentos. Evitar também leite e derivados, especialmente chocolate. O ideal é não abusar, já que eles geram cólicas no bebê.

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