“O fisiculturismo mudou meu estilo de vida”

Graduanda em educação física e técnica em enfermagem no Hospital Bruno Born, Paula Cristina Artus, 24, mudou o estilo de vida ao começar a frequentar academia. Após ganhar peso, pretende agora realizar um sonho que é participar de concursos de fisiculturismo
Texto: A Hora
• Como o fisiculturismo mudou a sua vida?
Sempre fui muito magrinha. Primeiramente entrei para mudar meu corpo. Pesava 47 quilos. Hoje tenho 66 quilos e com apenas 10 a 12% de gordura corporal. Com o passar do tempo fui desenvolvendo o amor pela musculação, o que me levou o desejo de subir ao palco. Neste ano pretendo estrear e participar de alguns concursos. O fisiculturismo mudou meu estilo de vida. É um esporte que nos exige disciplina 24 horas por dia, baseado em uma rotina onde dieta e treino devem ser levados a sério, sem chance para deslizes. O fisiculturista busca atingir o melhor físico e condicionamento muscular para apresentar nos palcos.
• O que você mais gosta nesta modalidade?
É minha paixão, ir para a academia não é um sacrifício, mas sim um momento prazeroso do meu dia. É lá onde desafio a mim mesma, em busca de dar meu melhor naquilo que faço.
• E o que menos gosta?
Do preconceito das pessoas em relação ao nosso estilo de vida.
• O que é mais difícil de manter: dieta ou treino? Por quê?
A dieta em fase de competição, devido a uma ingestão menor de calorias e um aumento no gasto energético , o atleta é submetido a um déficit calórico para atingir o menor percentual de gordura corporal.
• Como é a sua dieta?
Voltada para a hipertrofia, sempre dando preferência para alimentos saudáveis, alto consumo de proteínas, carboidratos complexos e gorduras boas. Faço seis refeições por dia, todas calculadas e pesadas na balança para um controle de quantas calorias são ingeridas por dia.
• Quais as principais dificuldades que um fisiculturista encontra no Brasil?
Ainda é um esporte pouco reconhecido no nosso país, as dificuldades são muitas, principalmente financeiras, para um atleta chegar em nível de competição há todo um investimento por trás, é um esporte caro comparado a outras modalidades.
• Existe preconceito em relação à modalidade?
Existe sim, principalmente em relação às mulheres. Muitos acreditam não ser um físico adequado, outros acham que levamos uma vida muito regrada deixando de aproveitar algumas coisas como sair para beber com os amigos, por exemplo. Mas este tipo de preconceito sempre vai existir, o que importa é fazer aquilo que nos faz feliz. Para mim é meu estilo de vida e não saberia viver um dia de forma diferente.
• Como são seus treinamentos?
Fazem quatro anos que treino. Geralmente vou para a academia cinco a seis vezes por semana onde faço a parte da musculação. Esses treinos duram em média uma hora. Além disso, todos os dias faço de 30 a 40min de treinos aeróbicos. Quando está na fase de pré-competição, chegou a ficar quase três horas na academia
