Meios de reprodução humana evoluem a cada dia. Descubra como funcionam

Ter a sua família é um sonho sem precedentes e qualquer um pode ter e realizar esse sonho.

Texto: Julia Peres

As coisas evoluem constantemente, dentre elas a tecnologia e a medicina, com isso resultou um bem maior, o aprimoramento da reprodução humana. Muito se era discutido a respeito de ter filhos, por exemplo, a necessidade de casar, ter relações sexuais, ser heterossexual, entre outros, porém em alguns casos não é tão simples assim, existem enormes variáveis nessa teoria arcaica.

No entanto diversos casais atormentam-se com isso, pois muitos deles sofrem com a infertilidade tanto masculina quanto feminina e/ou são casais homoafetivos, esses são alguns obstáculos que impedem a realização dos sonhos de muitas pessoas. Vale ressaltar que as coisas evoluíram, novos meios de reprodução foram apresentados e desenvolvidos, e com isso a possibilidade de ter sua prole herdando seu gene.

A inseminação artificial é um dos meios mais utilizados, principalmente pelos custos e maior facilidade nos métodos. Existe até maneiras de realizar a inseminação pelo SUS (Sistema Único de Saúde), entretanto é uma maneira mais demorada de se realizar o método, existem algumas restrições e a fila de espera chega há cerca de 1 ano. A inseminação artificial nada mais é que uma técnica de reprodução assistida em que a fertilização ocorre dentro do corpo da mulher, assim como ocorreria em uma relação sexual normal.

Alguns fatores podem dificultar a fertilização, como trompas obstruídas ou cicatrizes, uma contagem muito baixa de espermatozoides, e a forma dos espermatozoides. A porcentagem de sucesso é de 10% a 20%, lembrando que para realizar a inseminação são feitos procedimentos com hormônios e acompanhamento de especialistas.

Enquanto a inseminação caseira tem seus riscos e uma taxa de sucesso levemente mais baixa, por não ser um procedimento acompanhado de um médico pode ocorrer traumatismos vaginais devido a manipulação inadequada do material. A maior parte das pessoas que recorrem a inseminação caseira é por questões financeiras, contudo existem casos de sucesso.

A fertilização in vitro, é uma opção para quando nenhuns dos métodos anteriores deram certo durante vários meses, é um procedimento que ocorre fora do corpo da mulher, a partir do momento em que se opta pela FIV se inicia um tratamento de hormônios para estimulação dos óvulos, o médio fará um acompanhamento do seu período fértil para então realizar a fertilização.

Os óvulos saudáveis são retirados, nesse processo no mesmo dia o sêmen também é recolhido do banco de doadores ou do seu parceiro, o médico irá realizar a fecundação do óvulo que já foi retirado e depois de 3 a 5 dias esse óvulo fecundado é reimplantado na futura mamãe. Esse procedimento exige um pouco mais de complexidade e paciência, no entanto tem uma das maiores porcentagens de sucesso.

Lembrando sempre que esses métodos apresentados até o momento dependem de vários fatores biológicos e psicológicos tanto das mulheres como dos homens, por exemplo, a idade da mulher que irá engravidar. As taxas de sucesso desses processos precisam da cooperação de ambos os participantes. Quanto às doações de sêmen ou até mesmo do óvulo quando feitas pelo banco, são totalmente anônimas, algo que não acontece na inseminação caseira.

Muitos casais homoafetivos, em relacionamento entre dois homens, optam pela adoção, que no Brasil sofremos com a alta burocracia e até alguns preconceitos para se realizar essa ação ou eles escolhem pela barriga de aluguel, que também tem suas restrições no Brasil.

Nos Estados Unidos, contratar uma barriga de aluguel é algo sem empecilhos, todo processo é realizado por uma agência responsável, onde ocorre um acordo formal entre a mulher que irá doar a barriga e os pais biológicos, lá os acordos sempre são financeiros, a identidade da mãe é preservada e as informações do acordo também.

Atualmente no Brasil, a “barriga solidária”, que foi nomeada assim aqui, não pode ocorrer nenhum tipo de acordo financeiro entre a mãe e os pais, deve ser solidária. Além de que, caso a pessoa tenha até o quarto grau de parentesco não irá necessitar da autorização do Conselho Federal de Medicina (CFM). Fora isso todo o processo deve ser analisado e autorizado pelo CFM.

Em suma a cada dia estamos evoluindo no mundo da reprodução, o maior problema é a aceitação perante a escolha dessas pessoas. Todos os métodos têm seus riscos de falha e de sucesso, sempre consulte seu médico para iniciar o processo de fertilização.

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