Xenofeminismo pretende acabar com a noção de gênero através da tecnologia

Texto: Uol

Criado em 2014, o coletivo Laboria Cuboniks reúne artistas, escritoras e programadoras interessadas em discutir e pensar o xenofeminismo: um movimento em constante transformação e definição sobre modelos políticos que englobem o presente e o futuro da tecnologia e da ciência, bem como das questões de identidade de gênero. Conectado a braços filosóficos contemporâneos como o aceleracionismo de esquerda, o anarcotransumanismo e o realismo especulativo, o xenofeminismo chegou a ser intitulado como o “Manifesto Comunista do século 21” pelo comentarista cultural Mark Fisher.

Apesar de trazer novas provocações ao cenário filosófico, o xenofeminismo (XF) não é, necessariamente, um movimento com ideias inéditas. Em 1984, a socióloga Donna Haraway já havia publicado o “Manifesto Ciborgue” no qual propunha o uso da tecnologia como forma de superar as noções de gênero a partir da figura do ciborgue como uma criatura didática, moldável. No caso do xenofeminismo, porém, mais do que isso, a estratégia é criar uma abundância de gêneros para levar a ideia ao absurdo e torná-la, por fim, obsoleta.

Foto: Ilustração de Josan Gonzalez

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