Entenda o que é o Dia Internacional da Igualdade Feminina, celebrado nesta quarta-feira (26)

Texto: Matheus Godoy

O dia 26 de agosto é marcado por uma data de suma importância para as discussões em torno da igualdade de gênero, sobretudo na política. O Dia Internacional da Igualdade Feminina foi instaurado em 1973, pelo Congresso dos Estados Unidos, no mesmo ano em que se comemorava 53 anos da 19ª emenda à Constituição estadunidense, que garantiu o direito ao voto às mulheres.

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A alteração na legislação norte-americana foi realizada pelo então secretário de Estado, Bainbridge Colby, que assinou a ratificação durante a presidência do democrata Thomas Woodrow Wilson. Essa mudança significou uma ruptura no sistema patriarcalista que predominava em todo o planeta.

O voto para mulheres chegou no Brasil em 1934 e só se tornou obrigatório em 1946. Desde então, a presença feminina vem crescendo consideravalmente nas câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional. Além disso, o país teve a primeira presidente mulher de sua história nesta década, com a petista Dilma Rousseff à frente do poder executivo entre 2011 e 2016.

Embora a discussão sobre o aumento da participação da mulher na política tenha aumentado consideravelmente, um estudo da Procuradoria da Mulher no Senado, de 2019, revela que apenas 12,35% dos cargos eletivos são ocupados por mulheres, de um total de aproximadamente 70 mil cargos em todo o Brasil.

Para se ter uma ideia da enorme disparidade, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo tem apenas 18 mulheres de um total de 94 cadeiras. O número aumentou na última eleição, realizada em outubro de 2018, mas ainda longe dos ideais de igualdade de gênero – antes eram onze mulheres deputadas estaduais em território paulista.

Essa desigualdade também aparece nas câmaras municipais das região do Grande ABC, onde há apenas quatro vereadoras em exercício nas sete cidades – outras assumiram o cargo provisoriamente, como a são-bernardense Lia Duarte, em 2018. Curiosamente as cidades com maior potencial econômico – Santo André, São Bernardo e São Caetano – são as únicas que possuem representantes femininas no legislativo.

Por outro lado, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não elegeram mulheres na última eleição municipal. Lembrando que em novembro deste ano os municípes terão outra chance para mudar esse cenário.

Não apenas na política, a mulher precisa estar presente em todos os outros setores. E mais do que isso, é preciso que haja mais políticas públicas para igualar essa proporção, principalmente na diferença salarial entre homens e mulheres – mesmo quando se trata das mesmas funções.

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